Meu nome é Monique, ou Moni. Sou amiga e fã da artista, e acho que é só isso que você precisa saber sobre mim.
Acho inevitável começar dizendo como é um ato político e corajoso ser artista nesse Brasil. Não é pra qualquer um. É só para os fortes, mesmo.
Eu admiro muito a Mano — é assim que eu a chamo. Acho ela incrível e acho um absurdo ela ser tão simples, mesmo sendo a potência de artista que é. Eu, no lugar dela, estaria naquelas rodas de artistas, com meu tênis verde, óculos e vinho na mão, misturando línguas e soltando uns 10 mil vídeos me exibindo nas redes sociais. Kkkkk, espero que tenha imaginado a cena. Mas é justamente aí que vem o pulo, o salto quântico que dei conhecendo melhor uma artista de verdade.
A Mano me ensinou que a arte é profunda, tem camadas, precisa ser acessível, mas nem sempre precisa ser explicada. É interpretativa, emocionante, política — sim, claro — toca, muda, retorna.
Espero que você tenha a oportunidade de admirar e ser tocado pela arte dela, que são tantas. E espero imensamente que o mundo todo a conheça, admire e valorize, assim como eu tenho o prazer de contemplar e ser tocada pela arte que ela faz.